3.08.07
Ou do gosto de trazer chouriços escondidos na bagagem. Mas falar assim em chouriços logo no título podia chocar os 48 leitores deste blog a banhos no Algarve, ou num qualquer ônibus do eixo Rio-São Paulo, que o brasileiro pode bem ser um feriado, mas de parvo não tem nada. Para bom entendedor meia palavra basta, escrevo sem óculos, vamos em frente que se faz tarde, ou como diria a ministra, "relaxa e goza". Gozemos, então. Acabados de aterrar no Tom Jobim, vôo TP 177. Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro, e toco, o que é melhor ainda, depois de batermos excessivas palmas ao comandante.
Altura de esperar, à base de ansiolíticos, que as malas apareçam na esteira e diligente dirigir-me candidamente aos medonhos fiscais do aeroporto, com as ditas cujas a abarrotar de farinheiras, chouriços de sangue, morcelas da Beira, queijos da Serra, bacalhau e vinho tinto.
Ah mas você pode fazer isso sem que eles desconfiem! Você passa bem, porque não tem cara de portuga! Diz-me o dono do Talho Capixaba, charcutaria mais chiqui do Leblon, lá do alto da sua imensa cara de portuga.
Aceito sociedade.


por Mónica Marques às 04:45

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