15.02.08
A expressão é maravilhosa e não sei se é do crítico, se do escritor, mas é.
Têm-me acontecido, não que eu seja um André Sant´anna, que nem lhe chego aos calcanhares, ou se quiserem ao pau, algumas decepções quando conheço pessoas que lêem o blog. Sou desapontante. Existe desapontante? Não sei bem. Mas não sou excessiva. E acho que esperavam uma excessiva boazuda e libertina. E se isto é bom, porque o mais perto que alguma vez chegarei daquele sonho muito classe média de escritora e pessoas a fantasiar e não sei quê, muito bom para o ego, é por outro lado, um problema. Que tenho essa coisa de querer agradar a todos, que ainda não tive o meu cancer que me deixasse mais egoísta ou mais centrada. Então, desapontados se vão, já vendo do que a casa gasta e eu com pena imensa de não ter correspondido ao imaginário e mais importante ainda, com um cagaço enorme que deixem de me ler, porque se desencantaram, diriam os literatos - que não gostam de cus, paus e bucetas - ou porque, mais exatamente não sou, nunca serei, aquele tesão imaginado. Nem outras coisas, nem outras coisas. Giras. Mas outras. Giras. Mas não interessa que escrevo (escrevo?!) para um grupeto que só sonha. Não pede. Não faz. Não nada. Nem eu. Eu? Eu, É assim mais para cara de desenho animado (sic).
Vem isto a propósito deste post do Bibliotecário de Babel. E porque hoje não houve Dr. Zieger.


por Mónica Marques às 12:22

Para Interromper o Amor
Transa Atlântica

Nas livrarias
O Inferno são os outros
Correio
folhassoltas@gmail.com
Chelsea Hotel
Freud explica
Technorati Profile
subscrever feeds