
Já sabemos que o recente cinismo de D. Juju a levou a considerar leituras como Truman Capote e a flanar por Lisboa em fins de tarde contemplativos da banalidade da vida das outras pessoas, num total descompasso entre os avanços tecnológicos e a própria felicidade. Ao mesmo tempo, em casa, num doce e condescendente pretensiosismo voltava a passar horas o ouvir Pink Floyd, no pick-up, e aquelas letras sobre inadequação existencial, enquanto no Spam iam chegando mensagens estranhas como, would you like to be a sculptor of your penis?
Tudo isso já sabemos. O que não sabemos é que em resposta a um email SOS, Juju leu o que queria: Uma cínica tem vantagens inumeráveis. Tendo ficado a pensar que, se calhar, todo aquele silêncio mortal, ou melhor, toda aquela incapacidade de verbalização dos sentimentos, num recente encontro amoroso, lhe tinha trazido a vantagem de não mais cair no ridículo das palavras de amor, menos ainda, toda nua.

Era uma vez um megafone - take 2
hoje há conquilhas, amanhã não sabemos