15.04.09

Preparada para escrever e até com uma certa vontade de escrever, olho para a televisão e o Ronaldo está lá, nu da cintura para cima. Detive-me. Olhei e olhei e fiquei meio sem vontade do post, que é sobre a Ana de Amsterdam e a minha capacidade de inventar as histórias que queria reais e  depois pendurá-las por molas numa sala escura, como as fotografias, a secar. E portanto o corpo do Ronaldo não mais para aqui será chamado, embora a música Heaven, dos Talking Heads, martele  na minha cabeça.

A minha história com a Ana de Amsterdam, nada de nada, não poderia ser mais excitante, para mim. Portanto alimento-a a pão de ló e discuto-a com os meus amigos mais queridos que gostam de me apelidar de louca, em noites fumadas e bebidas que são as melhores porque paira no ar aquela esperança de nos compreendermos uns aos outros. Algo que com a idade vai sendo cada vez mais difícil. Digo isto tendo a felicidade de ter amizades antigas.

Um minuto mais e chegarei rapidamente à Ana. No entanto, como intróito tardio, devo  dizer que gosto de mulheres com história. Aos homens não peço esta coisa da história. Harpia que sou, prefiro sempre que a história deles comece comigo e acabe comigo, o que em alguns casos até já aconteceu (embora eles ainda não saibam e eu também não). E se isso é para rir ou para chorar that´s the question, e não estou nem aí para se isto é bonito de se dizer.  E ainda tenho o Ronaldo na minha cabeça e acho que devia ligar à D. Juju para lhe perguntar se aquilo do One night stand não seria bom com um tipo daqueles, que além de tudo não tem a desgraça de ser um ético-sensível.

 

Pois eu meti na cabeça que a Ana de Amsterdam me escreveu. Que foi ela quem uma vez me disse que não se dizia, nem escrevia, golos de àgua, mas goles de água. Que golos era mais com o Ronaldo (outra vez).

Atenção que literalmente a Ana nunca fme falou do Ronaldo. E a Ana não é a Ana e ela já me disse que não era ela, mas quanto mais ela diz que não é ela, mais eu acho que ela não pode deixar de ser ela e isto também tem a ver com uma infantilidade que não quero perder e com dias de espionagem, pagos por mim e por D. Juju, a peso de ouro, a um mânfio qualquer, que logo descobriu que aquela foto pequenina lá no blog era do Fouad Elkoury

 

Olá Mónica.

 

Não se preocupem. Alguém saberá exatamente do que estou a falar. Se a Ana Cássia Rebelo ou não, pouco interessa. O que aqui me importa é aquela cena, de que falava certo escritor, sobre comer as cascas da banana.

 

 

 

 

 

 

 



por Mónica Marques às 21:11

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