5.05.09

Eu nao gostava dos desenhos animados do Vasco Granja e dou Gracas a Deus - sou Te'ista, que o Richard Dawkins nao saiba, e adoro o Frank Sinatra e o Pedro Mexia - por nao ter ficado afectada por aquela estetica minimalista.  'E que pessoas que amo, ainda hoje gostam de ir ver Instalacoes por causa do VG . Imagino que ele tivesse a melhor das vontades e estivesse empenhado - nao estavam todos naquela altura? - em doutrinar-nos no bom gosto de uma coisa diferente, mas aqueles desenhos animados eram tudo menos apelativos. Era preciso um esforco para se gostar deles e eu so muito mais tarde  passei a acreditar que, por vezes, gostar, vale o esforco de uma educacao qualquer. Como me dizia ha bem pouco tempo, um amigo, quando fal'avamos dos livros de Borges, Foda-se Monica, mas tens que estar preparada para gostar de coisas dif'iceis. Entao chegada ao Rio comprei o Livro de Areia e aquilo nao me diz nada.

O Vasco Granja era um senhor simpatico (daquela forma estranha que os pais PCPs eram, porque viam em nos o futuro de Portugal e ja tinham despertado para essas cenas da pedagogia e tal) e eu gostava dele porque naqueles tempos ninguem tinha muito tempo para nos ligar, a mim e ao meu irmao e a nossa vida no colegio era muito mais parecida com os desenhos do Tom&Jerry. O meu pai, por exemplo, andava de pullover vermelho a gritar pelo Mario Soares, na Alameda, e acho que cheguei a brincar com um megafone em casa, enquanto via o Vasco Granja e achava o polaco, ou o checoslovaco, linguas muito agressivas. Mas o meu pai, como de resto, a maioria dos amigos 'e muito susceptivel e nao gosta nada de se ver retratado no blog, por isso apesar de muito mais a dizer, vou parar.

 

Ola amiguinhos!

 

Tudo um bocadinho aterrador. Mas fazia e faz parte. Tem-me morrido muita gente.

 

 

 



por Mónica Marques às 15:03

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