14.05.09

Mas então, melancolias à parte, fixemo-nos em Ray Clea. Melhor. Olhemos bem para a sua linda cabeleira afro-power e deixemo-nos levar em considerações de certa forma beligerantes, como aconteceu com D. Juju, da primeira vez que pôs os olhos em cima da baiana. Aconteceu, mas ela não notou ou não quis notar. O que só fez aumentar a sua fixação em Ray, naturalmente, como com todas as coisas que negamos dentro de nós. Estivessemos lá e  teriamos avisado a incauta, mas não estávamos. E portanto os cabelos de Ray Clea eram, juntamente com o seu intelecto, aquilo que mais atraía as mulheres em geral e alguns homens em particular,  para o mundo louco em que esta mulher, admiradora do New Journalism e de Gay Talese se movimentava. E ela sabia bem movimentar-se, diariamente ( como toda a gente) ,  giríssima (como pouca gente), pelos corredores d ´A Tarde, o principal jornal do Estado da Bahia, pertença do maior grupo de comunicação do nordeste.



por Mónica Marques às 20:51

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