9.08.09

Gosto tanto do Senhor Palomar que juro que não quero saber quem é o Senhor Palomar. E se o Senhor Palomar for feio e daquelas pessoas que tem um problema com os cabelos? E se o Senhor Palomar for uma pessoa que se leva muito a sério? E se o Palomar (às vezes trato-o por tu por me parecer que o conheço, ou que ele me conhece bem) cheirar mal da boca?

Tenho tido, ao longo destes anos, encontros por causa dos blogs. Conhecido pessoas incríveis, e inteligentes, de ambos os sexos. Pessoas que lia muito antes de conhecer e mais importante, pessoas que continuei a ler muito depois de conhecer, o que como todos sabemos ás vezes não acontece,  pessoas a quem nunca tinha visto a cara, o tom de pele (o tom de pele é uma coisa importantíssima), a cor dos olhos, o tamanho das mãos, essas coisas comezinhas que podem contribuir ou não para que dois desconhecidos se entendam. Por exemplo, o Pedro Vieira é quase como eu imaginava mas em bom, porque no Inverno usa cachecóis, o Pedro Duarte Bento sou eu, também em bom e em homem e com mais vinte centímetros e percebe imenso de cinema japonês...

Será que também já aboliram as reticências? Não sei. Só sei que não vou aguentar que o Palomar seja um anão de dentes feios, pobrezinho e mal vestido. É que eu não sou uma pessoa boazinha, não gosto de ir rezar para a praia em inglês, (eu quando vou rezar para a praia é sempre em espanhol a fazer de conta que sou a Penélope Cruz) adoro o luxo, a maledicência, lugares longe da populaça, cinema dos anos trinta, sangria de champagne nas Furnas do Guincho, essas merdas. Ah, também nunca fiz trabalho voluntário. 

Com o tempo uma pessoa refina. Gosto deles altos, bem cuidados e inteligentes e é assim que também adoro o Senhor Palomar.

 

 

 



por Mónica Marques às 23:35

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