18.01.10

Os cientistas dizem que esta segunda-feira é o dia mais triste do ano. Eu acredito em tudo o que os cientistas dizem. Sempre. Assim que vejo um cientista fico em sentido e faço vénias. Quando vejo um escritor também, que os escritores adoram ser venerados e não custa nada ser simpática. Têm isso em comum, os cientistas e os escritores. Mas os segundos são mais chatos, a maioria das vezes são pessoas incapazes de racionalizar, vivem atormentados numa self pity, alimentada a Pão de Ló  que começa, duríssima, às segundas de manhã de um dia nublado e deprimente como hoje - quando não sabem sobre o que escrever e o sucesso do último livro foi há tanto tempo que já ninguém os convida para beberetes ou outros lugares pouco literários e portanto cheios de mulheres giras - e só acaba, muito tarde na noite, quando querendo acreditar nas explicações dos cientistas, resolvem dar a volta por cima perdendo a compostura em frente a um prato de chili . Como diria a Clara Pinto Correia, que é duas, numa,  leia-se: escritora e cientista, "Quando o amor se transforma numa queca, está tudo perdido".  Acham que sim? Que segunda de merda. Mas amanhã vou ver a exposição.



por Mónica Marques às 18:47

Para Interromper o Amor
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