21.01.10

 Aconteceu-me agora que estive em Lisboa, alguns meses, achar que a cidade está cheia de betos.  Há betos na night,  betos empregados de mesa, no call center da Zon, da Vodafone e da TAP (esses são os piores) e as meninas das caixas dos supermercados, quando não são brasileiras, são betas.

Eu que não sou beta, daqueles betos de família, que morei em Benfica, na altura em que Benfica era um bairro dos arrabaldes e gostava de me chamar Pardadela de Abreu e sou só Ferreira Marques, tenho uma queda irreprimível por betos, daqueles que usam fios de prata e dizem a mãe, em vez de a minha mãe. Por isso fiquei quase indignada com a quantidade de betosos falsos, assim de repente e em todo o lado, sem pudor nenhum e cheios daquela voz. Acho até que - mas fiquei um bocado baralhada, estará tudo louco? - num Vidrão perto de Moscavide fui questionada sobre a esquadra de policia mais próxima por uma cigana beta.

Em conversa com um amigo (num restaurante de betos, claro) sobre o fenómeno acima descrito e fulanizando imenso (ler à beto) ele sai-se com esta: Mas esse gajo é beto ou aprendeu a ser beto?

É isso, andamos todos ao mesmo.  



por Mónica Marques às 12:35

Para Interromper o Amor
Transa Atlântica

Nas livrarias
O Inferno são os outros
Correio
folhassoltas@gmail.com
Chelsea Hotel
Freud explica
Technorati Profile
subscrever feeds