28.02.10

 Também já me perguntaram se escrevo sob o efeito de alguma droga legal ou ilegal. E esta pergunta já foi feita quer por pessoas que gostam do que escrevo, quer por quem não acha gracinha nenhuma.

É claro que só respondi aos que gostam aos outros aconselhei que desamparassem a loja, há tanta coisa boa para ler, nem que passassem as noites todas de olho aberto agarrados aos livros e às vezes há coisas tão mais maravilhosas para se fazer à noite. Por exemplo, dar beijinhos, ou não, ficar só assim muito perto e não dar durante o máximo de tempo que se conseguir aguentar. Experimentem, é uma emoção diferente de ler Crime e Castigo e nem eu que estou sempre a perguntar: gostas de mim quanto?, sei do que gosto mais neste caso. Ou talvez, por ser exigente goste de tudo junto, beijos e Fiodor. Bem, há pessoas que dizem que não gostam dos preliminares amorosos. Como estou com uma puta de uma insónia e espero pelo efeito da droga legal, vejamos: Concordo. Concordo que essas coisas malditas de boas sejam o pavor das pessoas que já estão fartas umas das outras. Beijos, lambidelas, festas, carícias, palavras descontroladas, olhar - principalmente olhar - são coisas muito difíceis de fazer nesse triste estado. É impossível incutir-lhes a boa mecanicidade de uma queca. 

 

 



por Mónica Marques às 05:40

Para Interromper o Amor
Transa Atlântica

Nas livrarias
O Inferno são os outros
Correio
folhassoltas@gmail.com
Chelsea Hotel
Freud explica
Technorati Profile
subscrever feeds