7.03.10

 Não faço ideia de quem inventou que o amor está no coração, o coração é só um músculo. Uma coisa disforme e feia e que se retirado do corpo, quente, ainda bate e esperneia nas mãos dos técnicos. Nas séries de televisão há corações transportados em caixas que vão bater dentro de outras pessoas que não os que dão o coração, esses já morreram, de morte matada ou de morte morrida que é uma expressão brasileira muito bonita. Eu ando um bocadinho de morte matada e de morte morrida. Nunca é uma coisa só, comigo, é sempre tudo junto, mal explicado e à bruta. E ainda fumo, bebo e só não como gorduras porque não tenho tido disponibilidade para a arte culinária, estou triste e com falta de amor pela confecção de agumas simples iguarias que tantas vezes me dão enorme prazer. Do mal o menos, há a quem o coração afecte a vida sexual. Deus me livre e guarde e proteja de uma vida sexual. Há as histórias daqueles velhinhos a quem o coração pára de bater quando estão a ter um orgasmo e isso sempre me deixou apavorada apesar de ser a morte preferida dos tarados sexuais. E agora é preciso é descansar: Beber um leite da Ucal com chocolate e voltar a dormir o máximo que conseguir, porque ainda nem chegaram os dias bonitos. É só um músculo com excesso de personalidade e notória mania de grandeza. Que chatice, isto. Os rins  tão importantes como o coração e dão-nos algum trabalho?

 

 

 



por Mónica Marques às 08:14

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