19.03.10

Há um limite. Há um limite que tu consentes. Até aí tudo bem: apanhas. Erraste, apanhas, faz parte, choras e fazes o pino. Mas não vais dar o cuzinho toda a vida por esse erro, ou vais? Há uma altura em que dizes, pára. Porque tu já fizeste tudo o que podias, já mostraste que estavas arrependido, já pediste desculpa, já fizeste todos os filmes que se fazem nessas ocasiões e que eu não quero saber,  não precisamos trocar figurinhas humilhantes.E no entanto nada vale, nada chega e o que chega é pouco para o que tu esperavas e por isso andas para aí deitado e a cheirar mal. Estavas um caco outro dia, que eu vi. Então o que te digo é simples: Se as pessoas não sabem estabelecer esse limite, a partir do qual a legítima defesa passa a ser uma agressão desproporcional aos actos praticados por quem fez asneira,  acabam feitas em merda. E tudo isto tem um nome pomposo em Direito,  mas tu percebes melhor se te disser, Olha, que cócó. 

 

(Vá homem, ri.)



por Mónica Marques às 16:30

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