12.06.10

É como a poesia. Voltar a ouvir Keith Jarrett é como voltar a conseguir ler poesia sem medo. É como tudo o que não te digo. É por tudo o que não queres ouvir. É por fugir e estar sempre aí ou tu estares sempre aqui e ter uma paz que é não precisar falar-te. Não precisar das palavras porque tenho as entrelinhas e tu me lês nas entrelinhas. É desprezar os que falam e sentir-me superior quando estou contigo e não tenho medo do silêncio. É ao mesmo tempo um jogo e uma coisa muito séria. É odiar-te por algumas coisas e adorar-te por outras. É uma fé em qualquer coisa que não tem a ver com religião. Querer que tudo fique assim e que tudo mude. Voltar a enquadrar-te e a desconhecer-te por completo. Ter uma imagem tua à minha espera, algures num lugar sem calor. Ou uma mensagem no celular, de madrugada, a dizer que acabaste de chegar a Lisboa e vais para tua casa.



por Mónica Marques às 17:20

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