3.02.11

 

A parte boa de escrever livros, além de se poder passar a dizer que se faz alguma coisa sem ser lavar torneiras e esfregar o chão, ocupações lixadas mas pouco literárias para a maioria dos climbers sociais que por aí andam, é poder conhecer pessoas que "antes" só víamos na televisão. Tem-me acontecido. A maioria das vezes é bom só às vezes é mau, ou porque as pessoas são mais baixinhas, ou mais altas do que esperava, nada mais.

Sobre isso e sobre esse meu deslumbre de às vezes - agora - poder conhecer pessoas que admiro tinha um papelzinho para ler no lançamento do meu livro. Só que como falei a seguir ao Pedro Mexia preferi fingir ser breve e parva e pura, tudo coisas que não sou na vida real. Mas hoje, hoje sonhei com aquilo outra vez. Na primeira fila, bem à minha frente, estava de pernas cruzadas e com os olhos grandes postos em cima de mim, uma das minhas fantasias sexuais do tempo em que eu não blogava, não escrevia, não nada, dava de mamar aos meus filhos e fazia comidinhas ao meu marido e ia às compras ao shopping e mantinha a minha casa naquele estado obviamente limpo de quem está a precisar de noites como as do filme e então olhava para ela. No entanto, no dia em que a conheci ela ofereceu-me um Limoncello. Um Limoncello cheio pronúncia. Olhar para ela nunca mais foi o mesmo.

(e os copos e os copos)



por Mónica Marques às 10:11

6 comentários:
De libel a 3.02.11 às 14:31
E OS COPOS E OS COPOS...NÃO PESQUEI NADA, TERÁ SIDO DO lIMONCELLO??...excelente escrita como sempre!!...


De Não há resposta ? a 3.02.11 às 22:04
Depreende-se, portanto, que a puta da Mónica Marques terá desperdiçado quase uma vida inteira de boas oportunidades para lançar as suas fortes opiniões - que têm toda a aparência de estar sedimentadas há muito tempo - enquanto o Carlos Castro ainda as poderia ouvir e avaliar; inversamente, o Carlos Castro, pelo que sei, acertava as "suas contas com os inferninhos mal resolvidos" enquantos os "inferninhos" ainda por cá andavam, e não aproveitando a distância e a segurança de uma morte ocorrida há horas.


De reposta ao não há resposta a 4.02.11 às 00:28
Ó "não há resposta?", chamar puta à MM já é muito foleiro, mas então vir defender o Carlos Castro,meu deus...


De com muita pena a 4.02.11 às 10:09
Depois queixam-se que deixam de poder comentar..que os autores dos blogs são uns ditadores e afins..

Já me entristece o facto de não poder dizer à Ana de Amsterdam que é um vulcão e que cada linha que escreve é mais um passo para o paraíso literário..

Normalmente leio e não comento..mas a possibilidade de o fazer está lá..é como o voto.

Logo get a life please..stop hatin', smoke some mary jane, and please please get laid...

Um dia vou ganhar coragem para dizer à Mónica Marques que a adoro..e que escreve muitíssimo bem..

cumps


De Não há resposta ? a 4.02.11 às 12:37
Não fui eu que chamei, foi o maradona.

http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/495116.html#comentarios


De Não há resposta ? a 4.02.11 às 12:40
".stop hatin'" ???????

o post da mónica marques era o quê ? Love ?



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