29.06.08
NO DIA EM QUE O FUI LEVAR AO TOM JOBIM e ao contrário do que seria de esperar, não podia estar mais feliz, nem conseguia esconder tamanha alegria. O que fez com que embarcasse triste, por um lado, mas imensamente confiante na mulherzinha, por outro. Ou não tivessem as coisas sempre duas caras. E claro que havia razões palpáveis, uma ou outra infidelidade passada, que talvez pudessem ensombrar-nos a despedida, mas ficou assente, daquela maneira calada com que os casais selam pactos, que a razão de tal felicidade se devia, simplesmente, ao facto de eu achar que finalmente teria tempo para me dedicar à porra do livro, que não conseguia terminar de escrever.
E foi assim que nos despedimos, in a good mood, no Terminal Dois do único aeroporto com nome de músico, no mundo.


por Mónica Marques às 07:01

Para Interromper o Amor
Transa Atlântica

Nas livrarias
O Inferno são os outros
Correio
folhassoltas@gmail.com
Chelsea Hotel
Freud explica
Technorati Profile
subscrever feeds