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um blog da diáspora blasée

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Agosto 18, 2007

Eu tinha esta coisa atrás de mim, de ter que ir à Rocinha. Como uma cruz. Ter que conhecer um habitante da Rocinha, que me levasse lá. Ir ver a selva, porque não me venham com filantropia.

Vesti-me para um safári. Ainda mudei de roupa três vezes, e das três acabei como se fosse para o Krueger. Verde azeitona. Comprei um bolo para levar. Fomos de Van. Espreitei a Escola Parque, no caminho, onde os meninos dos artistas aprendem, antes de tudo, a pegar num pincel. Interessa-me a Escola Parque, se bem que quando há tiroteio, não.


Preocupou-me, quando cheguei, não saber onde iria almoçar. Seis pessoas não cabiam na sala. Subimos à lage. Vi São Conrado ao fundo. Vi a Pedra da Gávea e três fulaninhos para aí de quinze anos, passeando de fuzil no ombro. A coisinha de cartão postal acabou. E o Zé Carioca concerteza já não mora aqui.






Mau no amor

Agosto 15, 2007

Dizia-me o Joaquim Ferreira dos Santos lá em Paraty, (como é bom começar tão vaidosa com o Joaquim) que não há nada melhor para fazer boas crónicas do que a falta de assunto. Que há até crónicas inteiras sobre a questão. Que no caso o melhor é sentar e ir puxando pontas. Eu estou sem assunto e não vejo pontas. Fui até tomar um cafezinho maquiado ali ao Armazém do Café, na Rita Ludolf , para ver se acordava algum assunto premente.
Infelizmente acabei apenas por despertar a fome com dois perigosos e compulsivos brigadeiros do Colher de Pau.
Enquanto comia li a Cássia Kiss contar que tem bulimia e é bipolar e deu-me uma enorme vontade de ser a Mulher Samambaia, da Playboy deste mês. Tão linda de cara quanto de bunda e que por isso não é Raimunda.
Também achei bonita a capa da Rolling Stone com o Caetano lá dentro falando do seu Nescau e da problemática do fim do amor. E do fim do amor eu não sei nada, cachorra babada, acho muito bem o que Nelson Rodrigues escreveu a respeito. Amor que é amor não acaba, é eterno.
Mas não sei, não sei. Uma grande chatice, estamos cá para ver, inclusivé Vasco M. Barreto, desculpe a intimidade Vasco, estou só a encher chouriços em exercício de umbiguismo habitual e tenho para mim que é um ser pretensioso, pois deixe eu também sou. O que o fará já descartar a hipótese de me considerar. Mas arrisco que a propósito disto, deve-se ir já ali para o Le Boy, em Copacabana, dançar convulsivamente ao lado da Vera Fisher isto, (mas tem que ser ao lado da Vera Fisher).
Após o que foices, martelos e outras armas brancas serão o mínimo. Porque qualquer mulher normal se deve transformar numa Catarina Eufémia, quando abandonada. Se não, não passará de um homem.
Sinto que a minha patetice podia continuar por mais umas linhas, até porque agora lembro de outra conversa na sacada da varanda do Lux, em Lisboa, que vinha bem apropósito. Sim, quando estou em Lisboa, eu e os meus frequentamos o Lux. Mas, por hoje, vou poupar-vos de tamanha maçada. ( duas palavras da moda num só parágrafo, viram?)

Cada um é para o que nasce

Agosto 10, 2007

Como possivelmente já terão reparado, comecei a ler livros realmente interessantes. Após o que resolvi passar a dedicar-me, sem esforço de maior e se tiver juízo, apenas a coisinhas leves, algumas corridas entre o Arpoador e o Leblon, muito úteis no quesito mente sã em corpo são, ou a elaborar listas de compras do mercado, que entregarei enjoada a quem de direito.

Outras obviedades antes do fim de semana. Faz sol, um ladrão fugiu pela janela da delegacia, no Leblon, imediatamente após ter sido preso, Bethânia vai cantar no Canecão e eu vou falhar mais uma vez, os 15 restaurantes japoneses da Dias Ferreira preparam menus especiais para os próximos dois dias, imaginam-se churrascos nas coberturas da Rocinha ao Leblon, a minha vizinha avisou que vai dar uma festa, portanto provável que ninguém durma esta noite e as crianças não irão depois da escola, ao futebol de praia. Pelo simples motivo de que o mar levou os gols.

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Agosto 09, 2007

" O perfeito casal exige uma vítima. Tanto faz que seja o marido ou a mulher. Não importa. O que importa é que cada qual viva o seu papel. A vítima terá que comportar-se como vítima, sem discutir a própria função e o próprio destino. Por sua vez, o algoz há-de ser eternamente o algoz. Se os dois observarem essa coerência, a união chegará as bodas de prata, de ouro e continuará no Céu ou no Inferno, sei lá."

Nelson Rodrigues, O Globo 1968.


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Agosto 07, 2007

Enfim, as duas peruas que almoçavam ao meu lado ontem, no Celeiro, tiveram imensa dificuldade para engolir a salada de folhas organicas.

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