Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

um blog da diáspora blasée

Vamos Comer Caetano

Agosto 07, 2007

Eu dei um beijo na boca dele. Bem sei que faz tempo, que ja o vi outras vezes e que em muitas dessas outras vezes ele passou ombro com ombro, e fingi nao o ver. Uma muito carioca forma de estar. O mundo a acabar-se, o coraçao a saltar pela boca, ele a passar e a portuga engasgada, armada em blasee, o coqueiro providencial para nao desabar. Em que outro lugar o calor provoca arrepio. Mas ate o Jabor, hoje, na coluna, fala das maravilhas de um encontro com Antonioni. Sejamos Imperalialistas e que o Chico Buarque de Hollanda nos resgate cheque-mate. Incrivel. Eu dei um beijo na boca do Caetano Veloso. Poesia Concreta. Chiclete com Banana. No Coliseu dos Recreios de Lisboa, ali as Portas de Sto. Antao. Tres ginjas do Eduardino, ainda o Eduardino vendia ginjas em copos de vidro. Faz tempo. O relogio Cartier dele na minha mao, esquecido no microfone, no palco. Ele na minha frente. Eu finalmente dentro do angulo de visao do Caetano, no camarim. Viva Iracema, Viva Ipanema. Que tudo mais va pro Inferno. A centimetros dele e a olhar-lhe para os pes, estupida, que ha coisas que nunca mudam e ele tinha uns All Star e faz hoje 65 anos.
Haviam de ter visto a cara da Eugenia Melo e Castro.


Cara de portuguesa

Agosto 06, 2007

Por exemplo, dizem eles, que eu nao tenho cara. Que nao, que nao pareço nada, que nao pode ser. Ora chegam ate a apostar que sou uma patricinha de Ipanema.
Garota que era bom, e eu queria, nao. Patricinha sim, uma reles beta. Uma triste beta. Uma filhinha de papai.
Entro na padaria e o padeiro nao me acha com cara de. Conheço outras pessoas e as pessoas nao me acham com cara de. Apanho taxis cujos taxistas se arrepiam todos assim que abro a boca. Nao perco o sotaque, mas nao tenho cara de. Andam desconcertados. Nunca viram. Acham que mulher portuguesa tem que ter algo que lembre a Senhora D. Carlota Joaquina, que nem era portuguesa, mas tinha cara de, ou puxar a Amalia Rodrigues que era linda, mas que aparece em algumas fotografias com, desculpem, algum buço.
Mulher portuguesa nao pode aparentar qualquer tipo de normalidade, ou tomar mais que um banho por semana. A mulher portuguesa deve ser horrivel e de certeza povoa as fantasias, mais secretas, de brasileiros que gostem de mulheres com pelos.
Portanto mulheres portuguesas, giras, modernas, siliconadas, ai que disparate, inteligentes, que nao sejam a macaca Shita do Tarzan... Venham. A luta e dificil, mas e nossa e eu estou cansada de reinar sozinha.
PS - Post em teclado sem possibilidade de acentos.

15 Minutos

Agosto 03, 2007

Uma mulher do mundo, uma mulher do mundo, uma mulher do mundo, uma mulher do mundo, uma mulher do mundo... Gostará, tanto assim, de morcela?
Com um abraço para o Pedro.




Do prazer de ser emigra

Agosto 03, 2007

Ou do gosto de trazer chouriços escondidos na bagagem. Mas falar assim em chouriços logo no título podia chocar os 48 leitores deste blog a banhos no Algarve, ou num qualquer ônibus do eixo Rio-São Paulo, que o brasileiro pode bem ser um feriado, mas de parvo não tem nada. Para bom entendedor meia palavra basta, escrevo sem óculos, vamos em frente que se faz tarde, ou como diria a ministra, "relaxa e goza". Gozemos, então. Acabados de aterrar no Tom Jobim, vôo TP 177. Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro, e toco, o que é melhor ainda, depois de batermos excessivas palmas ao comandante.
Altura de esperar, à base de ansiolíticos, que as malas apareçam na esteira e diligente dirigir-me candidamente aos medonhos fiscais do aeroporto, com as ditas cujas a abarrotar de farinheiras, chouriços de sangue, morcelas da Beira, queijos da Serra, bacalhau e vinho tinto.
Ah mas você pode fazer isso sem que eles desconfiem! Você passa bem, porque não tem cara de portuga! Diz-me o dono do Talho Capixaba, charcutaria mais chiqui do Leblon, lá do alto da sua imensa cara de portuga.
Aceito sociedade.

Pág. 3/3

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Para Interromper o Amor

Correio

folhassoltas@gmail.com

Arquivo

  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2006
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D