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um blog da diáspora blasée

um bom menino

Fevereiro 06, 2009

Dona Paula corou ao vislumbrar uns fios de cabelo.  Era a quarta ou quinta vez  essa semana que não conseguia desviar os olhos daquele pintinho que crescia e se tornava um ser estranho no corpo familiar de seu filho. Toda aquela mudança era mais forte do que ela. Antes das férias parecera-lhe que o pinto se desenvolvera exponencialmente, mas não podia garantir. Mas  dois meses tinham passado  desde aquela primeira impressão e ela  agora tinha quase a certeza. Porque naqueles alturas em que o mandava esfregar melhor em baixo dos braços ou os pés, ou atrás das orelhas, aproveitava para dar uma olhada naquele pinto que tinha sido tão seu e agora lhe parecia tão surpreendentemente dele. Perfeito em seu tamanho e circuncisão, nem muito grande, nem muito pequeno, nem muito grosso, nem muito fino e ainda rosado.  E as possibilidades que seu filho ainda ignorava enchiam-na de prazer.

duas ou tres coisas para nao falar da Analise

Fevereiro 04, 2009

Tento postar via iphone o calor e a maresia acabaram com a minha net. Sinto-me um bocado anormal por nao conseguir esperar sem ansiedade- quando deixarei de ser uma miuda?- que o calor passe e a net volte e eu possa calmamente escrever sentada e se possivel com muita pose. Gosto de modernices, mas nao gosto de todas as modernices. Por exemplo nao Sei o que pensar do alemao que resolveu comecar a comprar os barracos todos ali no Vidigal e diz que vai mudar a favela e vem cheio de ideias sociais e de se substituir aos governos omissos e tal. Nao sei. Mas como Tenho muito tempo para pensar e nao Tenho nenhuma vontade de fazer os trabalhos de Casa do Zieger sao estas as coisas em que me ponho a pensar. E se me continuarem a dar tanta atencao comeco a cagar sentencas sobre assuntos deste calibre que ate se passam. Outra coisa que me tem deixado mal, O Pedro Mexia ter acabado com o blog. Aquele blog era a unica oportunidade de uma leitura gratificante para os love haters. Grupoide onde me incluo desde que passava as ferias de verao em Casa dos meus avos em sao joao do estoril e nao pude namorar um surfista que frequentava a Praia da poca e era amigo da teresa abracos so porque a seguir aos parodiantes de lisboa tinha que Ir dormir a sesta. Para terminar e respondendo a todos que atentos me escreveram a avisar que o cafe imperio reabriu, eu so tenho a dizer que sim senhora, ok, mas eu ca ja nao gosto dele. Ha dias que nao vejo Rubem.

Transas com jornalistas

Fevereiro 02, 2009

Uma hora e meia ao telefone com o João Bonifácio na semana passada deu origem a esta matéria publicada, na sexta, na Revista Ípsilon. Ter o privilégio de discutir o livro e de responder a perguntas de alguem verdadeiramente interessado é bestial. Nao há nada melhor do que ter leitores, mesmo que esses leitores sejam jornalistas (risos).  O João fez perguntas esquisitas, perguntas incisivas, perguntas chatas - na medida em que tive que me expôr mais do que o previsto - e perguntas rocambolescas. O resultado foi o texto a que ele chamou Neurose Tropical e que hei-de, por motivos óbvios esconder do dr. Zieger. Tenho tido sorte. Dois mil e nove há-de ser um bom ano. Também para ti Rita Silva Freire. 

 

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