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um blog da diáspora blasée

eles

Julho 13, 2009

Ela esperou que ele se inclinasse sobre o balcão e pagasse à menina mais uma rodada de vodka martinis antes de lhe pedir, ao ouvido - a música estava altíssima - que confirmasse o que estava a fim de ouvir depois da lista de enormidades catatónicas que lhe tinha revelado e da qual constavam todos os antecedentes criminais ou amorosos, quase sempre estes se confundem, Diz, diz, vá diz que sou doente, uma maluca, uma doente, uma doente, diz. Algo que ele se apressou a fazer sem muita vontade e assim, Sim, és doente. Por saber muito bem que o que ela queria mesmo, naquela noite, era ir dançar.

O casal Talese esbanjando charme em Paraty

Julho 02, 2009

 Extracto da entrevista de hoje de Gay Talese, presente na FLIP, ao jornalista de O GLOBO, Miguel Conde.

 

"(...) A pergunta crucial numa relação é: "Você quer tomar café da manhã com essa pessoa?". E não se você quer ir para a cama com ela. Qualquer imbecil pode dizer "vamos para a cama". Mas o café da manhã..."

 

Extracto da entrevista de Nan Talese, mulher de Gay Talese, editora e vice presidente da Doubleday Books, que também está em Paraty acompanhando o marido, à jornalista Melina Dalboni, também de O Globo.

 

"Quando me revelou o livro que queria fazer ( A Mulher do Próximo, uma pesquisa de campo sobre liberdade sexual, orgias e swingers nos EUA dos anos 70) e seu receio de que pudesse ameaçar nosso casamento, respondi: "Não seja bobo, não vai nos ameaçar. Você é escritor, vá escrever  o que quiser .(...)"

 

(o bold é meu. estou muito engraçadinha hoje)

 

 

 

 

 

young turks

Julho 01, 2009

'As tercas costumo almocar na livraria, onde h'a uma sopa de palmito de que gosto especialmente. Mais ainda, porque ouvi que o palmito faz bem a uma quantidade enorme de mazelas, dizia na revista que era para comer "a vontade. Sou uma pessoa susceptivel, entao agora como palmito a toda a hora. Estupida, porque o palmito nao tem gosto de nada e mesmo assim continuo a come-lo como se, sem ele, o meu cancer pudesse chegar mais cedo.

Entrei, subi as escadas, sentei-me na mesa que estava livre e pedi a minha sopa. A ideia era despachar-me e quando acabasse ir comprar as minhas passagens de onibus para a FLIP. Mas comecei a sentir-me enfastiada, ou talvez nauseada, a diferenca em mim nunca 'e muito grande e as duas sensacoes surgem sempre juntas, achei que talvez nem tivesse tomado o quarto de comprimido que me regula o humor. Mas nao. Remexi-me na cadeira, cruzei e descruzei as pernas, olhei para os lados e depois em frente, e mais em frente, at'e descobrir o motivo. O homem sentado sozinho, ele e o livro dele e a garrafa de 'agua e as olheiras profundas - um leitor voraz - , 'a espera do amor, ou de amor, ou de uma boa queca, mas sem duvida, um necessitado de engate, como todos os de camisa branca e mangas arregacadas,  um pouco acima do peso, levemente macilentos e com aquele ar perdido de quem ainda nao resolveu se esta a fim de uma mulher bonita ou de uma mulher inteligente.

Os meus preconceitos impedem-me de muitas coisas, ter, muitas vezes, muita vontade de ir com homens que gostam de livros nao ''e uma delas. Entao, pelo sim pelo nao, melhor nao ir a Paraty.

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