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um blog da diáspora blasée

oversexed again

Agosto 18, 2009

Podemos ficar  aqui a falar do Robert Doisneau. Podia contar-te que me fartei de gamar postais, em frente ao Beaubourg,  com aquela fotografia do homem e da mulher que passam e se beijam apaixonados e os oferecia aos meus namorados.  Os mesmos que neste Verão reencontrei em Lisboa. incrível porque farto-me de ir a Lisboa sem encontrar ninguém e desta vez encontrei todos, todos mais velhos e mais bonitos.  Por isso eu não quero falar do Doisneau, nem do pastel do Alberoni, que estudei e sublinhei em busca de uma explicação para o que não sabia, nem entendia e, felizmente, continuo sem saber , nem entender,  vinte anos depois.

Eu queria era avançar sobre mim e saber tudo o que sinto contigo, ou de te mostrar como sou boa no arco e flecha da Wii,  e que achasses graça ao que me arrependo de não ter ido com os outros. Mas padrões freudianos são coisas muito chatas. 

Midrash

Agosto 15, 2009

Vi amanhecer o dia. Acordei em sobressalto, eram umas cinco da manhã e pensei olha boa, aproveito e vou escrever, daqui a pouco está uma caloraça, as crianças, o pão, o mel, os litros de café manhoso, os corn flakes, as mangas maduras ou não, O Globo, a vontade de ir para a praia, tudo isso que desconcentra. Sentei-me à frente do computador. Ainda tudo escuro lá fora (agora já é dia) e a cidade calada. Esta cidade é tudo menos calada, há muitos autocarros e demasiadas bundas, para se ter a cabeça no lugar, mas também não conheço nenhuma cidade silenciosa. Imagino que Dublin, talvez. Só imagino, que nunca lá pus os pés. Mas quem quer viver em Dublin?  Eu não, não posso, depois destes anos todos aqui já não era capaz de tão melancólico fog. 

Os autocarros  que já correm contra o post, oiço-os passar, apesar do lobby judaico - uma sinagoga, um centro cultural, eles espiados da minha janela, sentados à mesa, o Shabat - não gosto deles, nem dos muros deles. Sinto, isso sim, a tua falta. De outro modo não haveria explicação para tanto inusitado parlapié. 

 

15 filmes a que volto sempre

Agosto 15, 2009

Manhattan, Woody Allen; Mulholand Drive, David Lynch; À Bout de Soufle, JL Godard; A Corda, Alfred Hitchcock; E.T., Steven Spielberg; Sex Lies and Videotape, Steven Soderbergh; Annie Hall, Woody Allen; Fala com Ela, Almodovar; Kill Bill II, Tarantino; Short Cuts, Robert Altman; Lost in Translation, Sofia Coppola; Rumble Fish, Francis Ford Coppola; Magnolia, Paul Thomas Anderson; Nove Semanas e Meia, Adrian Lyne e The Big Chill, Lawrence Kasdan.

 

(respondendo muito depressa ao desafio do Ricardo ) 

 

 

entre o Gato Esteves e o Keith Jarret. Os meus amores metem sempre oceanos de paixão

Agosto 12, 2009

Uma vez, no tempo em que os surfistas estavam na moda e o meu pai me levou a Cascais a uma loja recôndita para comprar uns sapatos de vela vermelhos, uma vez, nesse tempo, eu apaixonei-me assim. E não dormia e não comia e havia a velha cena das borboletas na barriga e a Madonna a cantar  Celebrate no primeiro andar, na casa onde morava esse meu amor que, soube há poucos anos, se tornou gay, (não quero esclarecer se terá tido a ver comigo) .  Mas, então, lembrar faz bem e até dá para escrever livros, como sabes.

Por isso te digo que nenhum amor é vão. Nenhum. Nem os que acabam à bofetada, ou em silêncios ressentidos porque se disse tudo e não se foi a lugar nenhum e realmente as palavras não chegam - ás vezes a cena que também me acontece,  é  a de que  as palavras vêm às golfadas e por isso o melhor é ficar calada para não perder a compostura e não fazer feio.

Depois deixamos, muitas vezes, de poder ouvir músicas boas durante uns tempos, porque nos lembram o lado de talhante dos nossos amores e em casos mais graves ainda, podemos até deixar de ler bons autores, porque também nos lembram a carnificina que é o fim do amor. Mas vale a pena, ouviste? Vale a pena, porque é como ter filhos e a gente esquece-se e o prazer de perder o controlo mais e mais e mais uma vez é tentador e mágico como se tivesses cheirado uma linha de cocaína.  E dá uma tesão do caraças.

E faz-nos  querer encontrar novas palavras e não repetir outras frases lindas que se disseram ou nos disseram e em certo momento seriam muito recicláveis. Nada. Nada. Nada. Não vale repetir nada. Isso é batota. Tudo tem que voltar a ser feito com a loucura possível e o terror de estar a cair de um prédio de sete andares. Porque se assim não for já morremos e ninguém nos avisou. Dito isto, vou correr. 

...

Agosto 12, 2009

 Parece-me óbvio que Manhattan sempre tenha sido o filme da minha vida.

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