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um blog da diáspora blasée

2ª Edição

Março 31, 2011

Nas livrarias na segunda semana de Maio. Ainda a tempo da Feira do Livro. 

Muito, muito feliz. A capa é linda e é do Rui Cartaxo Rodrigues.

Escrever pouco e sentir muito. Nunca me aconteceu.

Março 31, 2011

 Gosto de cheiros, adorei ler o Suskind. E agora parece-me impossível e até um bocado misterioso - sou parva e mística - nunca antes daquilo ter sentido o teu cheiro. Eu sei de coisas que me impediam; a praia, o mar, a areia, o cuidado em estar longe de ti, ou ainda não uma vontade de estar perto de ti, para que o teu perfume fosse, enfim, a minha maluquice. E eu sei, eu sei que tu sabias disto e dos meus truques todos e que agora te ris à brava de mim. Mas olha, não tens do que te queixar porque sempre fui "muito mais pior" nestas coisas básicas do flirt com as outras pessoas. Por exemplo, sempre fui explicativa, sem saber que isso mata a vontade. Sempre ouvi muita música para relembrar as ocasiões e os momentos e essas paneleiradas todas, sempre mostrei muito e calei pouco e contigo é exatamente ao contrário. Como se não quisesse a merda das palavras. Deve ser algum juízo a chegar, finalmente, ou o pavor de repetir coisas, ou o espanto em que ainda estou e não paro de estar.

Verdade que as pessoas vão falando cada vez menos e sentindo cada vez mais e que até eu estou a gostar disso, mas não posso deixar de te dizer que o teu cheiro, o teu puta cheiro fantástico naquela noite, foi a minha salvação.

amar de olhos abertos era o livro.

Março 09, 2011

Quando fomos viajar eu estava a ler três livros. Sempre me habituei a ler livros ao mesmo tempo. Para mim três é bom. Mas só levei o de auto-ajuda porque estava na total merda e aquilo era bom. Há anos que não sublinhava livros, mas a necessidade faz o ladrão e deixei-me de pudores. Imensas frases que ela depois quis ler, mais ou menos curiosa das minhas coisas no dia em que nos preparámos para ir à festa.

Vestimo-nos no mesmo quarto -  aliás há três dias que dormíamos no mesmo quarto, lado a lado, naquelas camas de gavetão dos adolescentes, eu em baixo, ela em cima - e quando saí do banho avisei-a, com a vergonha delicada das pessoas que se conhecem mal, Hoje vou de menina. E ela respondeu, Então eu vou de puta. E virou-se de costas para mim para se vestir. Quando acabou - a coisa durou aí uns cinco minutos de costas lindas na minha frente - voltou-se e estava tão sexy que continuei a  fingir que lia o livro de auto-ajuda, até que o silêncio no quarto me pareceu coisa de filme francês a ser evitado a todo o custo. Acho que ia dizer uma barbaridade qualquer do fundo da minha cama-gavetão, quando a puta mais gira da minha vida se chegou a mim, me pôs um dedo nos lábios, filme francês, filme francês pornô e um Love na boca. E me prometeu baixinho, baixinho, com a cara encostada à minha: Vais-te sentir como se tivesses ganho a loteria.


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