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um blog da diáspora blasée

mas não quero transformá-la.

Abril 17, 2011

Por exemplo, coisas que eu adoro: batatas fritas, o bife do Café Império, ceias, passar o Natal só com uma pessoa, alentejo, queijinhos alentejanos, estar apaixonada, escrever, esquecer-me de mim quando faço amor, perder a noção do tempo, festas nos cabelos, nas costas, enfim festas, surpresas, a tua voz, a tua cara, o teu cuidado com os outros, conduzir, estradas, conhecer pessoas, vinho branco do douro, gin tónico com pepino, cartas de amor, ler antes de dormir, escrever uma boa crónica, Van Gogh, aquele inglês das paisagens, o Turner, Paris, Nova Iorque, qualquer lugar em Espanha, o Chiado, sapatos malucos, tu a vestires-te...

second skin

Abril 13, 2011

O primeiro beijo na boca que lembro, sem ser daqueles a brincar aos médicos, foi o Miguel quem me deu, à porta da Escola Preparatória Pedro de Santarém, porque eu tinha tido insuficiente na prova de Estudos Sociais. Eram umas seis da tarde e já era de noite, portanto devia ser Inverno. Eu adorava o Miguel, que tinha uma pinta na cara, mas um dia fui a uma festa e começou-se a dançar slows às escuras e era aquela música do Christopher Cross, que ainda hoje me deixa desvairada de amor, o Arthurs Theme. Eu adorava o Miguel e dei beijos ao Afonso, não sei que me deu, nem pode ter sido só da música. Os beijos foram bons, mas não valeram ter perdido o Miguel, como perdi tive então outro namorado. Era filho do Polícia da Esquadra de Benfica e beijava tão bem, o Paulo Alexandre. Enquanto namorava o Paulo Alexandre, também me lembro dos beijos da Catarina e da Susana. Mas as primeiras mulheres que beijei foram a Mónica e a minha prima Fedra. Gostei. Era muito bom e era como se fossem treinos para dar beijos aos rapazes.

Gostava de ter beijado o Vasco na altura em que ele usava um aparelho, mas não beijei. Beijei o António, atrás de um sofá, a ouvir Supertramp. Beijei o Zé, ao colo dele, enquanto ele me mexia nas maminhas, por baixo da blusa e eu deixei. Gostei imenso, tanto que casei com ele. Beijei a M. e apaixonei-me pela M.

Depois beijei mais duas pessoas que me beijaram muito bem, tão bem que morri de amor. Essas são as pessoas que ainda não posso nomear. Como os historiadores, no caso dos beijos e dos sentimentos que eles despertaram em quem adora beijar, é bom esperar um tempo para se poder escrever história. Obrigada a todos pelos momentos de puro prazer, pelo amor.

Os meus dias do Fuck Off Facebook

Abril 12, 2011

Sim, para voltar a viver depois de um coração partido têm que desamigar o sujeito(a) que vos partiu o coração. A máquina trituradora do amor, o docinho, a coisinha, a pumpkin, a cotovia, o zégão. O facto de uma máquina trituradora do amor continuar a viver, a conviver, a ouvir músicas - mesmo que não sejam as nossas - a rir, a rir alto, meu deus, a rir alarvemente, a dizer que tem fome, que tem sono, que tem insónias, que precisa de chocolate, de coca zero, de vinho, uvas e bolos, que quer ir beber caipirinhas, que tem uma vontade louca de dançar - e ainda não conseguimos esquecer a maneira como a pessoa dançava, nem como respirava, nem como nos pedia para não ficarmos a olhar para uma parte qualquer do corpo, nem como comia, nem como, nem como nada, nem como tudo... Todas essas vontades podem bem levar-nos à loucura, pior ainda, a detestar a pessoa que antes adorávamos porque não é a nós que o nosso coraçãozinho agora diz as coisinhas todas. Portanto, como não há coisa mais triste que um amor acabado e isso e o luto fazem parte dos fins e é impossível fazer um luto de jeito quando uma super-spider continua a viver e a rir alto das piadolas parvalhonas dos outros - tudo na tela do nosso computador - o melhor é desamigar e nunca, nunca mais lá voltar, nem que seja um cagalhonésimo de micronésimo de segundo só para ir espreitar.

Alive&Kicking? Boa. Eu ia morrer de vertigens.

Mais Transas, é Verão.

Abril 11, 2011

 

 É sempre assim que recebo os meus livros - por mail. Que sei que eles chegaram, que lhes vejo a cara e que ao contrário dos meus filhos, da primeira vez que os vi, os acho sempre lindos. Sou muito apaixonada por este livro. Tanto como o detestei, muitas e muitas vezes, de noite e de dia, logo a seguir a tê-lo entregue ao meu editor. Depois, depois de impresso só o consegui voltar a ler (aos bocados) há pouco tempo. Coisas que me custavam imenso deixaram de custar, passagens que achava excessivas, deixaram de ser tão julgadas por mim. O "Transa" foi um momento muito bom com a "bagunça" que é a minha cabeça e o meu coração. E acima de tudo: Tirou-me da merda.

 

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